I hate to feel

Não me pergunte por que eu tenho que ir
Não sei por que ainda respiro
Não entendo por que ainda estou escondendo...

...todos os meus pensamentos de você
Poupando todo o meu amor pra você
Mais uma vez, estou vivendo dentro de mim.



Coleoptera

Chuva. Chuva e um pouco de vento. Aliás, bastante vento.

Levanto-me da cama e me espreguiço. Já estava acordado, mas ainda continuei deitado. Calço meu chinelo e caminho até a porta da cozinha. Converso com a minha mãe e logo ela me adverte:

- Tem um bicho enorme ali fora!

Não me preocupo. Vindo de minha mãe, devia ser algo não tão grande assim, mas que, certamente, foi fermentado pelo medo de "bichos" que ela sente, coitada.

Com toda calma e sem muito interesse, vou até a varanda de casa, a passos lentos. Procuro por um instante. Nada vejo. Procuro mais um pouco, olho, olho, olho... Nada vejo. Logo atrás de mim, vem ela, minha mãe, com olhar receoso e cara ligeiramente assustada.

- Não achou ainda?

Balanço a cabeça em negação. Por mais algum instante, investigamos o local. Continuo despreocupado, mas minha mãe parece estar procurando algo realmente assustador. Desisto. Paro de procurar e espero que ela encontre. Até que de repente, não mais que de repente, surge o grito:

- Olha ali!!!!!

Assustei-me e fui imediatamente ver quem era o ser tão magnificamente grande a ponto de fazê-la encenar todo aquele alarde. Devagar, me aproximo e dou uma olhada por cima para poder, finalmente, identificar o sujeito.

- Que bicho será que é esse, meu filho?!

Suspirei fundo. Olhei-a com desdém.

- Tudo isso por causa de um besouro, mãe?






















Mas devo admitir... Ele era feio.


Theatre of Tragedy - Forever Is the World [2.0]

Ok, passado o momento tr00 "I want Liv Kristine back NOW", fiz outra review mais imparcial (né, Wedla?) do Forever Is the World.
Então let's go again:


Hide and Seek: Senti algo meio "Cassandra" na intro dessa música. Não sei se é o climão ou as notas que usaram pra fazê-la, ou o suspense ou sei lá o que, mas me lembrou Cassandra. E Cassandra é uma boa música. Depois da intro de suspense, já entra o Raymond ahazzando nos guturais, o que achei muito interessante. No refrão entra a Nell, que está incontestavelmente melhor do que no Storm. Pra mim esse é um dos melhores refrões de todo o álbum, e olha que nem o acho catchy. Algo nessa faixa me lembra o homônimo, acho que são as guitarras. Apesar de a faixa ser um pouco linear demais, manter o mesmo ritmo/padrão o tempo todo, é uma boa música pra abrir o álbum.

A Nine Days Wonder: As guitarras da intro e de algumas partes da música me lembram "Open Ground", do Tristania. A pós-intro me lembra MUITO "Decode", do Paramore. E quando a Nell começa a cantar, volta a me lembrar Open Ground. Em alguns trechos da música, a voz da Nell é meio irritante, ou meio forçada, ou as duas coisas. É, essa não é a melhor performance da Nell no álbum, mas o instrumental da faixa é realmente muito bom, tem uns strings bem colocados. E a segunda metade da segunda metade da música realmente me lembra "Happy Christmas (War Ir Over)". Acho que deveria ter tido uma contribuição do Raymond nessa faixa, já que ela toda é cantada apenas pela Nell.

Revolution: Não gostei muito dessa. A sequência de notas da introdução não me agradou, o modo com a Nell entra cantando não me agradou... Depois as trocas de acordes não me agradaram, o ritmo da música não me agradou. Na metade da música tem um one-woman-duet da Nell com ela mesma que acho interessante. E depois tem um "Heal me" que eu achei legal, que foi quando achei que a música fosse dar uma engrenada, mas não, só no final é que tem uma conclusão interessante. A letra que não sei se vai agradar, porque não vi ainda, no mais, é uma faixa média.

Transition: O teclado da introdução me lembra os teclados do Storm, principalmente em "Ashes and Dreams". E também tem uns efeitos meio "Fade", na voz e no instrumento, que achei interessante. Não sei se é porque gosto muito² de Fade, mas achei isso positivo. Acho que essa é minha música preferida; me parece que colocaram nela o que há de bom e interessante no Storm, com algumas melhoras. E também há variações legais na melodia, da metade em diante. No final tem um encerramento meio Musique/Assembly que eu gostei bastante.

Hollow: Essa talvez seja minha segunda preferida. A introdução me lembra "Masquerader & Phoenix". Gosto do ritmo da bateria dessa música, deixa ela empolgante, mesmo que a música comece calma. E a Nell passa bastante feeling nessa faixa. Depois do "I turn away, it never gets back" a música dá uma acelerada que fica equiparável com a empolgação que a bateria passa, mas logo depois a música volta a acalmar. Gostei dos teclados; achei bem encaixados. Uma coisa que não me agradou nessa faixa foi a quebra brusca entre o reacalmar-acelerar. Depois do segundo refrão entra o Ray com seu gutural perfeito, que dá um up super válido na música. Não gostei muito da parte que sucede o gutural. Tem um instrumental longo que se estende até o final da música, que achei meio desnecessário. E os teclados que aí aparecem também me soaram Stormish, mas nada que prejudique a música.

Astray: Achei essa música a mais Musique de todo o álbum. Não gosto muito da voz falada do Ray, ainda mais sem efeito, como nessa faixa. A participação da Nell nessa música não me agradou. Se essa música fosse toda do Raymond, sem participação da Nell, eu talvez a achasse mais interessante. E o excesso de repetições de versos deixaram a música um pouco cansativa, e o encerramento à lá "City of Light" me fez gostar ainda menos da faixa.

Frozen: Essa música é foda. Não chega a ser minha preferida, mas ela é muito foda. E olha que eu não costumo falar "foda". Tenho a impressão de que a Nell deu seu máximo nessa faixa, porque ela está simplesmente IN-CRÍVEL. Depois entra o gutural do Raymond, dando o toque Velvet Darkness na música, que pra mim é a segunda mais Aegis do álbum. Além de um grande feeling, tem algo de muito nostálgico nessa faixa. E o dueto Nell-Raymond na segunda metade da segunda metade da música é muito interessante. Essa, pra mim, é a música mais cheia de personalidade do álbum.

Illusions: Vejo algo meio country nessa música. Ou country, ou gospel, ou as duas coisas, não sei. Mas quando ouço, imagino montanhas e frio. E também algo de esperança, não sei explicar. E a voz falada do Raymond, que nunca me impressionou tanto, coube direitinho nessa faixa. Gostei da acelerada na segunda metade da música; muito digna, mas depois entra o Raymond novamente, mas nessa parte eu já não achei tão legal. Sinto uma vibe Velvet Darkness, principalmente "Der Tanz Der Schatten" nessa faixa. E ainda não entendo o "eletric blue" que é repetido em alguns trechos da música.

Deadland: Pra mim essa faixa é resquício do Storm. Não é ruim, não, mas seria mais coesa se estivesse no Storm. Em algumas partes me parece "Begin and End", em outras, "Silence", e, em poucas. "Ashes and Dreams". Mas também, já que a proposta da banda era fazer um mix de TODOS os álbuns, não há nada de mau em colocar uma pitada de Storm nele, né? A acho animada. O teclado do final talvez seja o teclado mais "Storm" do álbum, junto com o de Transition.

Forever Is the World: A introdução é linda, tem um teclado muito bonito. A Nell tá ótima nessa faixa, também, como na maioria das outras. Mas tem uns "ahhh ahhh" que simplesmente MATAM a música. Apesar dos gemidos desnecessários, a música é uma bela baladenha. Nada extremamente depressivo, mas uma música bem calma, perfeita pra encerrar o álbum. E eu A-MEI a parte em que diz "Only man ends, but forever is the world". Esse verso é, pra mim, o melhor de todo o álbum; salva os gemidinhos da música lindamente.

CONCLUSÃO:
Até que os três anos de espera foram bem recompensados. Esse álbum compensa perfeitamente todas as falhas do Storm, tanto no vocal quanto no instrumental. A melhora da Nell tecnicamente falando é gritante e a evolução de um álbum para o outro também. Dizer que o álbum é totalmente Stormish é tr00zisse (sim, eu disse isso u_u (e mudar de opinião é digno dos sábios xD)). Forever Is the World, apesar de, na minha humilde opinião, ainda não ser tão genial quanto os outros clássicos da banda, é um ótimo sucessor do Storm, que não atingiu nem ultrapassou a expectativa de alguns fãs (como eu xD). Nesse álbum a banda conseguiu reunir com maestria elementos dos álbuns anteriores, fazendo do FItW um trabalho "worth the price".

AVALIAÇÃO FINAL:
9,0 pontos

TOP 5:

1. Transition
2. Hollow
3. Frozen
4. Forever Is the World
5. Hide and Seek

Theatre of Tragedy - Forever Is the World


Oi gente

Esse blog tá praticamente inutilizado, mas tiiive que vir aqui fazer uma review do novo álbum decepção do Theatre of Tragedy. Vazou hoje, entããão, tá fresquinho. Vamos lá:

Theatre of Tragedy, pra quem não sabe, é uma banda de Gothic Metal que teve uma fase Industrial e que demitiu a melhor vocalista do metal de todos os tempos, Liv Kristine, substituindo-a por uma "novata" chamada Nell Sigland. Gosto bastante das duas, mas nem se compara a supremacia da Liv à inexperiência da Nell... Mas vamos lá:

Hide and Seek: Primeira faixa do álbum. Começa toda enigmática, com um piano de três notas fazendo todo um suspense... Interessante, mas meio fail. Depois entra o Raymond com os guturais à lá Velvet Darkness They Fear e o piano do fundo é misturado à guitarra e strings... Até que chega a Nell no refrão e quebra o climão. Não sei se gosto dessa música. Acho digna, simplesmente, e meio sem sal, como todo o álbum. Faltou um pouco de emoção/surpresa no decorrer da música, que praticamente termina do mesmo modo que começa. E a melhor parte da música definitivamente é o Ray falando "motherfucker", kkkk. Essa faixa é a que, pra mim, mais se assemelha ao Aegis. Sempre me lembra "Cassandra".

A Nine Days Wonder: A música já começa meio fail, numa vibe SUPER Paramore, me fazendo até acreditar que a qualquer momento a Nell vai entrar cantando "Decode". Os vocais dela nessa música às vezes me parecem meio forçados. Depois a música dá uma desacelerada e dá pra notas melhor os strings, que estão muito básicos, coisa que dá pra tirar de ouvido. Na fase tr00 os teclados eram mais dignos e não eram 9-years-old-boy-made, como diria o Lucas - O Moderador Malvado. Depois dá uma relativa mudada e continua capenguinha, sem nada de especial, e os teclados dão uma leve acelerada. Nessa parte eu penso que a Nell vai cantar aquela música de Natal "Então é Natal e o ano novo também..." por causa da melodia, mas é só uma impressão -q

Revolution: Essa começa numa coisa meio tr00/pop que eu achei tendência. Senti uma leve pegada "egípcia" nos strings, como em "Follow in the Cry" em alguns trechos. A música mantém, em dose bem menor, o mesmo clima de suspense de Hide and Seek, deixando-a meio "dejavú". Nada de especial nessa música, só mais uma no álbum. Em alguns trechos a música ameaça ficar mais promissora, mas não vai pra frente, continua na mesma.

Transition: Essa é um pouco mais calma, mas já começa totalmente Stormish. Pensei que ia começar a tocar "Ashes and Dreams" quando ouvi pela primeira vez... A voz da Nell nessa está mais "ouvível". O piano do fundo, apesar de não ter muito destaque na música, até que é interessante, meio viajado, apesar da simplicidade. Acho que tentaram nesse álbum rebuscar a simplicidade do Aegis, mas não conseguiram u_u. Até que eu gostei dessa. Em algumas passagens acho ela meio triste, acho que foi isso que me agradou. Gostei do final meio Indistrial, com uma pegada meio Musique... É, essa música é boa (Y)

Hollow: A introdução dessa música é legal, tem uma bateria acompanhada de uma guitarra que não soube identificar direito o que era, mas parecia o "Mute Guitar" do meu teclado. A música começa calma e a Nell canta legal nela. A letra também é interessante, embora não seja nenhuma obra prima. A música tem umas oscilações entre acelerar/desacelerar que dá um toque, mas acho que a mudança brusca do "I turn away" do comecinho pro primeiro refrão deu uma quebra estranha a música, e o gutural do Raymond entrando em seguida então deixou totalmente estranho. Depois do final do refrão vem um instrumental que eu achei desnecessário e que se estende até o final da música. [?]

Astray: Essa já começa em clima de Assembly/Musique, com o Raymond cantando. Não sou muito fã da voz dele não, a não ser no Aegis, que é o grave mais lindo e absoluto que já ouvi, ou nos outros álbuns guturais, que o gutural del é perfeito. Depois entra a Nell cantando num tom meio fade que vai, aos poucos, ficando mais nítido. Achei essa música meio feliz. E a voz da Nell me agradou um pouco mais, embora a melodia das partes repetitivas do Raymond deixem a música um pouco chata.

Frozen: Essa música já começou triste... O "Mute Guitar" da introdução deixa ela meio melancólica. Tudo começa muito promissor, até que entra o Raymond com o meio-gutural dele. Achei que atrapalhou um pouco o bom andamento da música. Ficou uma coisa meio "vai-num-vai", um gutural mal feito, sacas? Estranho. Mas, ainda assim, a música continua triste. Achei um pouco monótona, mas é uma boa música.

Illusions: Achei essa simplesmente muito gospel. Depois, mais ou menos na metade, a música acelera e fica parecendo "Voices", do Storm.

Deadland: A única coisa que presta nessa música é o "Speech of the darkness", que eu acho um charme. O resto é pop, comercial e comum.

Forever Is the World: Introdução de piano. Atoron. E piano digno, detalhe. Depois entra a Nell cantando direitinho e calminho. Tem uns gemidinhos meio desnecessários na música e uns violinos, ou tentavias de imitação de violinos, meio avulsas, mas ok. Essa música me soa um tanto... sei lá, esperançosa. Sabe aquelas músicas que toca enquanto as letrinhas sobem no final do filme? Então, por aí.

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Pois então... É isso. Após esse tempo todo, pelo menos as minhas espectativas não foram correspondidas.

(comentário tr00):

Gosto do Storm, sim, mas os álbuns antigos do ToT são incomensuravelmente melhores que os da nova fase. E o Forever Is the World me pareceu uma continuação corrigida e aperfeiçoada do Storm, só. Acredito que esse álbum vai ser um fail e que o ToT não vai durar tempo suficiente pra lançar outro álbum, o que é uma pena, já que eles revolucionaram a história do Gothic Metal.

#avaliação final: 6,5 pontos.

Descoberta do dia


Como consegui viver até hoje sem esse álbum?! *-*


Perfil

é que nem dinheiro: ou você tem, ou você não tem.


Conforme-se.

"Eu não sou uma assassina"

Alguém aqui assiste aquela babaquice aquele programa "Geraldo Brasil"?

Tava vendo hoje aqui na net. No dia em que o Carlinhos saiu dA Fazenda, a Record fez o reencontro dele com a mãe dele, né? Tá, isso eu vi. Aí também ouvi dizer que iam fazer com o pai, mas que "outra emissora" chegou primeiro, no caso, a Rede TV!.

Agora à noite, olhando vídeos aleatoriamente aqui no YouTube, me deparei com isso:


Afinal, o eu é que o Geraldo falou na íntegra? O_O'

(PS.: Isso me lembra Leona. Alô Geraldo?)